Será o meu cinismo diferente do cinismo do mundo?
Esses dias me deparei com uma curiosa imagem publicada num grupo de humor do Facebook. Como tem acontecido muito ultimamente, a minha hilaridade dura relativamente pouco. Foi engraçado, reconheço. Não obstante, logo depois, veio uma triste e melancólica constatação: o meu divórcio com a humanidade parece cada vez mais irreversível. A perplexidade diante da imagem posta, me fez lembrar dos apelos de Ortega y Gasset em defesa do idealismo de Dom Quixote, na obra “Meditações do Quixote”. O filósofo espanhol adota uma postura crítica à tendência contemporânea ao empirismo radical e ao cinismo, já verificados na obra de Cervantes, e figurado na personagem de Sancho Pança. Mas, talvez o mais intrigante que podemos refletir sobre o humor cínico supracitado fosse o que do outro lado, até mesmo um cínico e empirista radical como Nietzsche, muito possivelmente, sentisse a respeito da quebra da idealização da beleza sugerida na imagem. Penso que ele ficaria tão estarrecido q...