Por uma estética expansiva: Contra a Arte como Trincheira.
Para os otimistas, a Arte salvará o mundo, tal qual postulou o príncipe Michkin na obra de Dostoiévski. Para os pessimistas, ela é o único consolo, como concluiu o filósofo Arthur Schopenhauer. De um jeito ou de outro, há algo urgente a ser trabalhado em nossos jovens, pois as aulas de Arte da educação formal parecem não dar conta da tarefa. Um dos efeitos mais fantásticos da genuína apreciação estética é o despojamento da própria identidade em favor da curiosidade pelo diferente, pelo novo e pelo "outro". A Arte é uma poderosíssima ferramenta de compreensão; uma máquina de teletransporte nas dimensões de tempo e espaço. O papel do apreciador é oposto ao do artista: para ver a obra em toda sua riqueza, precisamos abrir mão de fixar o olhar para dentro de si mesmo. Todavia, cresce o número de pessoas que tentam lidar com a dimensão estética sem saber como. Apegam-se à própria identidade e arrastam para dentro do que deveria ser uma apreciação seus juízos morais, anseios ...