Para muito além do feminismo.


 

Lá vou eu, pela manhã, e insisto em acessar as redes sociais na esperança de trazer leveza e alegria para a minha vida. Porém, essa expectativa quase sempre acaba sendo interrompida por alguma postagem miseravelmente ofensiva às mulheres, em especial à sua mais recente conquista: o livre exercício do desejo e do afeto.

Preciso confessar que fico estarrecido ao constatar que, em pleno século XXI, o livre desejo feminino ainda desperta profundo desconforto em diversos estratos da sociedade brasileira, afetando pessoas de todos os gêneros e ideologias. As motivações para essa resistência são variadas: originam-se tanto em preconceitos enraizados no dogma da 'mãe casta' — personificado em figuras bíblicas como Maria — quanto no ressentimento masculino diante da perda de poder e espaço nos relacionamentos intergêneros, antes sustentados pela dependência financeira e/ou pelo constrangimento moral.

Nesse cenário, observa-se também uma espécie de ‘puritanismo’ travestido de rigor intelectual. Essa postura não apenas nega o desejo e os instintos de ambos os gêneros, como os rotula pejorativamente como antíteses do que seria 'civilizado', 'digno' ou 'honesto'. Trata-se, consciente ou inconscientemente, de tentativas de silenciar um dos aspectos mais genuínos e vitais da essência humana: o erotismo.

Houve um tempo em que mulheres não podiam se divorciar, seguido de outro tempo em que as divorciadas eram apontadas nas ruas quase como se fossem contraventoras. Há quem sinta saudades dessa época sombria. O sexo no Brasil, quanto mais praticado espuriamente – nos porões com as escravas ou nas casas de prostituição – mais condenado publicamente.

É assim que vejo, por exemplo, toda essa ojeriza pública contra o carnaval, o samba e mais recentemente o Funk. Dionísio jamais pôde entrar pela porta da frente e se sentar à sala com o resto da família. Zeus ficaria em maus lençóis. Portanto, ao contrário do que algumas pessoas pensam, essa é uma história antiga; e não encontra seu fundamento tão somente em nenhum modelo econômico ou regime político.

O erótico em termos musicais encontra no Funk apenas a bola da vez. Se voltarmos no tempo, foi o Samba, o Tango, o Rock, o Blues. Voltando ainda mais no tempo, condenavam-se as harmonias dissonantes nas composições clássicas até chegarmos aos Ditrambos – o que para os gregos representava a música “maldita” dos povos “bárbaros”, mas que era o canto inebriante de Dionísio – especialmente para as mulheres -, como nos mostra Nietzsche, em o “Nascimento da Tragédia”.

A condenação advinda dos clássicos Platão e Aristóteles a instrumentos como a flauta e o aulos (uma espécie de flauta dupla de palheta, com som penetrante e anasalado) por representarem um “perigo para a correição da juventude” revela o quão moralizante pode se tornar o conteúdo que se proponha à construção de ordem. O que pensariam Platão e Aristóteles da guitarra elétrica ou do batidão do Funk? Enfim, a necessidade de ordem nunca soube lidar com o erótico.

As redes sociais hoje em dia são um campo farto e furioso de ressentimento e luta para fazer de Dionisio o Judas; para enfurecer Vênus. Qualquer mínimo sinal de liberdade erótica (em especial a feminina) é imediatamente apontado, rechaçado, ridicularizado e atacado. Até mesmo figuras ilustres, intelectuais celebrizados usam da sua posição para reforçar a hostilidade contra o desejo livre. Publicamente, eles ganham adesão e inflam o movimento. Às sombras de tudo isso, crescem a pornografia, a prostituição, o adultério, e em especial, a violência contra a mulher. Também reduz-se a sensibilidade artistica, enquanto as paixões político-partidaristas, ao contrário, ganham o terreno cedido pela Arte. 

E veja que esse puritanismo moral não é um movimento circunscrito ao Brasil, nem ao terceiro mundo. Há na literatura contemporânea do primeiro mundo quem abertamente se posicione de forma questionadora à indiferença crescente na Europa às formulações morais advindas do dogmatismo superado. Você já leu Michel Houellebecq?

Como alguém que desde muito cedo se sentiu podado pela educação católica, pelo romantismo da cultura midiática, pela coibição moral da família, e pelo moralismo em si presente na cultura; e que também foi testemunha ocular da hipocrisia gritante emanada justamente pelas figuras mais repressoras dos meus círculos de convivência, sinto-me obrigado a oferecer alguma resistência ao recrudescimento desse processo teatral, infantil, e irrefletido – para não dizer violento.

O que posso fazer para minimizar as toneladas de conteúdo moralizante despejados diariamente sobre nossas cabeças em todas as Redes Sociais? Bem, o pouco que posso oferecer – porque foram importantes fontes do meu arejamento de ideias – são indicações de livros, filmes e músicas. Essas são as minhas três paixões na vida. O que prova que nunca me adaptei perfeitamente à cultura monogâmica ou monoafetiva.

É claro que sozinho eu não chego a ser uma centelha de Eros nessa fulminante luta contra os Incineradores de desejo. Mas, quem sabe o meu texto encontre algum eco, ou ressoe com algum espírito tão comprimido quanto o meu nessa nossa Era digital das cavernas.

Que estas referências sirvam como um convite à superação de preconceitos e ao entendimento da autonomia erótica como legítima. Sexo e afetos não se comprimem nas caixinhas padronizadas que a civilização e a cultura nos oferecem e impõem como “default”. O silêncio daqueles que me compreendem e a formação de consensos estúpidos reforçando preconceitos é o que assusta.

Em parte, talvez isso decorra da má compreensão de que, ao contrário da maior parte das questões políticas e ideológicas que nos circundam, o erotismo não pertence apenas a uma fração, a um grupo de interesses. Não é apenas mais uma entre tantas questões corporativas, onde a conquista de um lado representa o franco esmagamento do outro.

Eu friso que nunca haverá erotismo num mundo em que as mulheres precisam se encaixar entre os dois estereótipos pré-definidos pela nossa cultura: procriadoras (figuradas pela mãe casta, limpa e “honesta”) ou objeto sexual (a tal “puta” que não tem dono). O erotismo é interesse de ambos os gêneros. Eu sei que isso deve parecer absurdo para as pessoas anestesiadas pelos costumes e pela tradição. Mas, vou repetir porque é preciso! O erotismo – em especial o feminino – é interesse de ambos (grifo meu) os gêneros.

Ao libertar a mulher desses estereótipos, liberta-se conexa e automaticamente também o homem da obrigação de ser apenas o "consumidor de sexo" ou o "provedor do lar", permitindo uma conexão intergêneros autêntica, em vez de mera troca automática de satisfações sem essência.

Sim! Chega de sermos peito, bunda, pau, músculos. Uma boneca inflável e um consolo podem fazer isso por nós. Chega se sermos mãe castas, meras cuidadoras e maridos-carteira, provedores. Afinal, queremos ser pessoas ou meras funções? Quando vamos finalmente desejar o desejo? Desejar o que a essência do outro pode oferecer? Quando vamos querer conhecer uma pessoa para muito além da profissão ou posição social?

Precisamos modificar esse entendimento comum de que a liberdade erótica feminina é uma busca estrita ao gênero feminino e que disputa espaço com o interesse masculino. Lutar pela felicidade de Vênus não é uma luta apenas do feminismo.

Na realidade, o desejo da mulher – quando assumido como essência, alinha-se perfeitamente ao do homem; e a liberdade erótica – seja feminina ou masculina - é de interesse de toda e qualquer pessoa (independentemente de gênero) que compreende a importância vital de Eros e como ele sempre foi tão sufocado pela necessidade de ordem e autoridade, desde Sócrates, Platão e Aristóteles; passando pelo medievalismo, até chegarmos a nossa Era dos ressentidos.

Então, conforme anunciado aqui, eis que segue a lista de indicações:




 

Livros:

  • O Mal-Estar na Civilização (Sigmund Freud): Examina o conflito fundamental entre a busca pelo prazer e as restrições sociais. Freud sustenta que a civilização exige a renúncia dos instintos em troca de segurança, resultando em uma frustração crônica.
  • Genealogia da Moral (Friedrich Nietzsche): Analisa como a moralidade ocidental transformou o vigor vital e o erotismo em culpa, rastreando a criação do "homem doméstico" cujos instintos foram reprimidos pelo conceito de pecado.
  • Eros e Civilização (Herbert Marcuse): Propõe que a repressão sexual é uma imposição histórica para garantir o trabalho alienado. Sugere a possibilidade de uma sociedade onde a vida seja organizada em torno do prazer (Eros) em vez da labuta.
  • Mulheres que Correm com os Lobos (Clarissa Pinkola Estés): Investiga arquétipos do feminino selvagem para mostrar como a essência instintiva da mulher foi enterrada por séculos de domesticação e pressões por conformidade.
  • O Amante de Lady Chatterley (D.H. Lawrence): Um marco da quebra de barreiras sociais, apresentando a redescoberta da sensualidade física como cura para a frieza mecânica e intelectual da modernidade.
  • Madame Bovary (Gustave Flaubert): Retrata a tragédia de Emma Bovary, cujos desejos por transcendência e erotismo colidem violentamente com o tédio e as limitações morais da vida burguesa.
  • O Despertar (Kate Chopin): Foca na jornada de uma mulher que descobre que sua identidade e seu corpo não pertencem a filhos ou maridos, desafiando radicalmente as expectativas de gênero.
  • A Letra Escarlate (Nathaniel Hawthorne): O retrato clássico do julgamento público sobre o corpo, mostrando como o erotismo é transformado em estigma social pela autoridade religiosa e civil.
  • A Paixão Segundo G.H. (Clarice Lispector): Uma descida metafísica onde o erotismo se funde ao sagrado; a protagonista desmantela sua identidade social para encontrar uma essência viva e desumanizada.
  • Dona Flor e Seus Dois Maridos (Jorge Amado): Apresenta uma conciliação mítica entre a necessidade de estabilidade social e o desejo indomável, sugerindo que o erotismo e a ordem doméstica podem coexistir.
  • Obscena Senhora D (Hilda Hilst): Uma investigação radical sobre o desejo e a finitude que recusa o decoro tradicional, mergulhando na sexualidade como uma forma de busca existencial profunda.
  • O Delta de Vênus (Anaïs Nin): Subverte o olhar masculino sobre o sexo ao colocar a sensibilidade e a subjetividade feminina como protagonistas de narrativas eróticas ricas em nuances psicológicas.
  • Vampes e Vadias (Camille Paglia): Defende o erotismo como uma força pagã, perigosa e indomável, criticando visões que tentam higienizar ou simplificar o conflito entre os sexos.
  • O Segundo Sexo (Simone de Beauvoir): Obra fundamental sobre como a mulher foi definida como "o Outro" e como sua liberdade erótica é cerceada pela construção social do papel de procriadora.
  • A Insustentável Leveza do Ser (Milan Kundera): Explora o peso do compromisso contra a leveza do erotismo casual, mostrando que o corpo é sempre o campo de batalha das ideologias políticas e pessoais.
  • Crônica da Casa Assassinada (Lúcio Cardoso): Demonstra como a repressão e os segredos sexuais podem apodrecer as estruturas de uma família tradicional sob a fachada de respeitabilidade.

Filmes e Séries:

  • A Bela da Tarde (Luis Buñuel): O cinema surrealista nos expõe o oculto no desejo feminino mais inconsciente de forma sublime e impactante. Uma ‘mãe recatada’ que a titulo gratuito deseja experimentar a vida de prostituta.
  • De Olhos Bem Fechados (Stanley Kubrick): Uma jornada pela insegurança masculina e pelo reconhecimento de que a parceira possui uma subjetividade erótica vasta e independente do controle do outro. É um convite a um pacto profundo entre homens e mulheres; e pela remoção das máscaras que tanto os afastam.
  • A Filha de Ryan (David Lean): Foca no choque entre o dever social e a paixão avassaladora em uma comunidade provinciana que pune o desejo de quem ignora fronteiras morais.
  • O Clamor do Sexo (Elia Kazan): Retrata os efeitos devastadores da repressão sexual na juventude, mostrando como a negação do desejo em nome da ordem social pode levar ao colapso psíquico e à destruição do potencial de um amor genuíno.
  • Ninfomaníaca (Lars Von Trier): Uma análise provocativa e filosófica sobre o poder e o fardo de uma sexualidade que recusa as normas sociais de moderação e adequação.
  • Engraçadinha (Série): Expõe a hipocrisia de uma sociedade que prega a virtude enquanto lida com desejos proibidos, transformando a moralidade em uma fachada frágil para impulsos passionais.
  • Sexo, Mentiras e Videotapes (Steven Soderbergh): Expõe a fragilidade moral do estereótipo mais comum de homem tradicional; ao mesmo tempo que revela o profundo encantamento nascido de um homem honesto o suficiente para lidar com seus próprios conflitos e mistérios.
  • Malena (Giuseppe Tornatore): Mostra como o erotismo e a beleza feminina são frequentemente alvo de fetiche e violência em sociedades dominadas por um olhar patriarcal punitivo.
  • Vênus em Furor (Roman Polanski): Um jogo de poder que desconstrói os estereótipos de gênero e subverte as hierarquias de dominação através da performance erótica e psicológica.
  • Avassaladoras (Mara Mourão): Aborda a busca pela autonomia afetiva contemporânea, onde os velhos papéis de gênero entram em conflito com o desejo de liberdade individual. Além disso, tem Giovanna Antonelli no auge da beleza.
  • Maridos e Esposas (Woody Allen): Investiga a erosão do desejo em relacionamentos estáveis e as tentativas de buscar vitalidade erótica fora das normas estabelecidas. Dois casais amigos percorrem trilhas opostas. O primeiro aposta na separação e o segundo na manutenção.
  • Lua de Fel (Roman Polanski): Explora o lado sombrio do erotismo quando ele se torna uma ferramenta de manipulação e crueldade dentro de um isolamento compartilhado a dois. Um filme muito instigante e profundamente psicológico.
  • Encontros e Desencontros (Sofia Coppola): Revela como relações de cumplicidade podem se estabelecer fora não apenas dos padrões convencionados para relações, como fora do que se espera do próprio erotismo. A cumplicidade para além de Eros.
  • À Flor da Pele (Antony Cordier): Aborda a descoberta sexual juvenil e as fronteiras fluidas do desejo antes que as categorias sociais se tornem rígidas e definitivas.
  • Vicky Cristina Barcelona (Woody Allen): Contrapõe o desejo por segurança e ordem à atração pelo caos passional, mostrando que o erotismo floresce fora das estruturas convencionais.
  • Carmen (Carlos Saura): Reinterpreta o mito da mulher que escolhe a liberdade absoluta sobre o seu corpo, preferindo o risco à submissão a qualquer autoridade.
  • Kinsey: Vamos Falar de Sexo (Bill Condon): Narra a luta para compreender cientificamente a sexualidade humana, confrontando tabus religiosos com dados sobre a diversidade do comportamento sexual. É um filme biográfico.
  • Paraísos Artificiais (Marcos Prado): Relaciona o erotismo a estados alterados de consciência e à busca por um êxtase que rompa com a rigidez da vida cotidiana. E claro, o filme conta com Natália Dill, que é a minha musa.
  • As Pontes de Madison (Clint Eastwood): Um retrato sobre as tensões e os conflitos interiores ante o sacrifício pessoal e a brevidade do erotismo absoluto em contexto de responsabilidades permanentes do dever familiar.
  • Teorema (Pier Paolo Pasolini): Mostra o erotismo como uma força divina e disruptiva que, ao entrar em uma casa burguesa, destrói todas as falsas certezas e papéis sociais estabelecidos.
  • O Colecionador (William Wyler): Uma análise perturbadora sobre a objetificação extrema, onde a tentativa de "possuir" a beleza anula a possibilidade de erotismo real, transformando o desejo em cárcere.

·         ·  Os Belos Dias de Aranjuez (Wim Wenders): Expõe o abismo entre os gêneros através de um diálogo onde o homem se vê diante do desconhecimento e do desconforto ao ouvir as revelações mais íntimas do desejo feminino, que se mostra autônomo e inacessível ao seu controle.

·         ·  O Amor e Outras Drogas (Edward Zwick): Demonstra que relacionamentos iniciados pelo erotismo sem compromisso podem, ao contrário do que pregam os tradicionalistas, evoluir para amores profundos e legítimos quando as máscaras sociais são derrubadas pela vulnerabilidade.

·         ·  A Eterna Dúvida (Antonio Pietrangeli): Uma sátira mordaz que ridiculariza a hipocrisia e a fraqueza aflitiva da possessividade masculina, revelando como a insegurança do homem tenta inutilmente conter a liberdade da mulher através do controle.

 


Músicas:

  • Nosso Estranho Amor (Caetano Veloso): Descreve a ambivalência do desejo que não se deixa rotular, unindo ternura e uma força instintiva que desafia a lógica comum.
  • A História de Lily Braun (Chico Buarque): A mais perfeita tradução do efeito mortificador que o casamento tradicional opera sobre Eros. As relações, segundo a música, deviam ser mantidas fora dessa moldura para preservarem a chama.
  • Mais uma vez (Jota Quest): Uma celebração da cumplicidade de suas almas que se sobrepõem aos medos afetivos, e ao senso cultural de posse.
  • Saber Amar (Paralamas do Sucesso): Reflete sobre a necessidade de desaprender as formas possessivas de afeto para viver um erotismo livre de medos e amarras.
  • Totalmente Demais (Hanoi Hanoi): Exalta uma figura feminina que detém o controle sobre seu próprio brilho e desejo, subvertendo a passividade esperada de seu gênero e os formatos rígidos que os rótulos sexuais oferecem.
  • A Maçã (Raul Seixas): Uma defesa da liberdade sexual, afetiva e da não-exclusividade, questionando por que o desejo deve ser aprisionado por contratos sociais ou ciúme.
  • A Nível De... (João Bosco): Utiliza a sonoridade para descrever a intensidade de um desejo que transborda as convenções e as limitações da linguagem formal. Ao mesmo tempo, a letra nos convida a perceber que cerne dos problemas conjugais transcende qualquer configuração – seja adequada à norma ou não.
  • Gente Aberta (Erasmo Carlos): Um hino à tolerância e à liberdade individual, defendendo que a abertura para o outro é o antídoto contra a repressão moralista.
  • Mulheres de Atenas (Chico Buarque): Uma crítica irônica à mulher domesticada que anula seu próprio brilho e erotismo para servir à ordem e aos heróis da cidade.
  • Bitch (Meredith Brooks): Afirma a multiplicidade da identidade feminina, recusando o binarismo "santa ou pecadora" ao abraçar todas as contradições do desejo. Ser contraditório é o que nos faz interessantes.
  • If You Love Somebody Set Them Free (Sting): Uma crítica direta à possessividade romântica, defendendo que o erotismo e o amor autênticos só podem existir em liberdade; a letra rejeita a ideia do outro como propriedade, sugerindo que o controle é o oposto do afeto real.

Por fim, deixo ainda indicados outras músicas.

Por fim, deixo aqui a indicação de outras músicas para refletir. Todas elas nos convidam a pensar Eros e Vênus para além das amarras sociais e culturais. Façam bom proveito!

  • Você não entende nada (Caetano Veloso)
  • Do lado de Dentro (Los Hermanos)
  • Mania de você (Rita Lee)
  • Sincero (Lulu Santos)
  • Blues da piedade (Cazuza)
  • Hoje eu quero sair só (Lenine)
  • Pétalas (Alceu Valença)
  • Ilegal, imoral ou engorda (Erasmo Carlos e Roberto Carlos)
  • Já sei Namorar (Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, Marisa Monte)
  • Livre pra viver (Claudio Zoli)
  • Libertina (Filipe Ret)
  • Pessoal, particular (Seu Jorge)
  • Você pra mim (Fernanda Abreu)
Se você tiver indicações de livros, filmes ou músicas com essa temática, deixe nos comentários. 

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